Vitória\ES
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ABORTO
DELITUOSO Emmanuel Comovemo-nos,
habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. Homicídios
que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais... Furtos
espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância... Assassínios,
conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos,
em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância
e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se
o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes
é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão. Todavia,
um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado,
no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza... Crime
estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade nem
braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. Referimo-nos
ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos
próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir
para a bênção da luz. Homens
da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do
amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra
a alma e entenebrece o caminho! Fugi
do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque
os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomando
no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que
vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou
na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do
Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que
se vos expurgue da consciência a falta indesculpável que perpetrastes. (Página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier).
Transcrição feita por: Carmen Luci |