Vitória\ES
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Somos Gratos, Amigos! Eternamente... Áurea Gutierrez Podemos considerar-nos profundamente privilegiados, pelos espíritos luminares colocados ao nosso lado, a nos darem inúmeros e infindáveis exemplos de fortaleza moral, persistência no bem, grande humildade e acendrada vontade de serem úteis e melhores. Entre esses "anjos tutelares", destaca-se a pessoa de Alcindo Demétrio. Desde que o conhecemos, já de longa data, nunca perdemos a oportunidade de frisar o quanto os seus feitos foram importantes para nós, como sugestões silenciosas mas marcantes, de posturas a seguir. O seu indiscutível desprendimento e profundo amor à causa da Doutrina Espírita, fizeram dele, a todo instante, um verdadeiro arauto da Boa Nova. Mesmo quando as condições sociais ou de saúde não se mostravam favoráveis, laborava e laborava, sempre na tentativa de construção e reerguimento. Transferido recentemente à pátria espiritual, nem parou para a passagem porque passou trabalhando. Sentimo-nos abençoados com a sua convivência e, principalmente, sua profícua amizade. Olhando agora em retrospectiva, sua vida inteira parece-nos um hino de beneficência e desejo incontido de vencer - sobretudo a si próprio, dentro das lições preconizadas por Jesus. Nunca se queixava de nada. Por intermédio de outras pessoas - fontes confiáveis, soubemos que sua infância foi muito difícil, repleta de pobreza e carências inimagináveis. Ainda muito criança e em tenra idade, junto com os irmãos, o mais velho e duas meninas, perdeu a companhia dos pais. As dificuldades não perverteram sua nobreza de caráter, plena dê honestidade e bom humor. Com menos de dez anos já trabalhavam para sobreviver, em uma fazenda situada no município de Sorocaba. De um certo período para cá, até os últimos tempos da atualidade, abnegadamente naquela cidade, prestava auxilio a filha do antigo e rico patrão, hoje só, envelhecida, pobre e doente. Avaliava suas limitações, no sentido de tentar superá-las e progredir sempre, deixando transparecer, a todo instante, entusiasmo juvenil por novas tarefas e manifestando ímpar alegria. Os percalços da vida levaram-no ao conhecimento do Espiritismo, quando contava aproximadamente trinta anos de idade. Iniciou com a freqüência à Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde participava do coral. Posteriormente, integrou o movimento que aquela instituição desenvolvia nos cemitérios, relativo à abolição do culto material aos desencarnados; ainda nos finais de semana, cooperava com a Campanha Auta de Souza. Foi nesta tarefa, ao bater de porta em porta que, num domingo bastante ensolarado, teve o privilégio de acercar-se do lar de Ida Rossi e Pedro Severino. Uns bolinhos apetitosos foram os responsáveis pelo início (ou reinício?) dos laços entre o Grupo Cairbar Schutel e o nosso biografado, selando, assim, amizade e compromissos eternos. Quanto exemplo de fraternidade e serviço!... Quanta abnegada dedicação!... Oxalá, amigo, possamos realmente nos tornar dignos da sua amizade, no seguimento de seus exemplos, sobretudo de modéstia e de trabalho. Ao Pai somos gratos; eternamente agradecidos a Deus, por sua estada entre nós. Sua presença ficará sempre marcada, por tudo do que tão bem tentou desempenhar, principalmente a nossos espíritos ainda tão imperfeitos. Seja feliz!
Jornal Espírita – Abril de 1998 |