Vitória\ES
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Chico
Amor Xavier Lá do Alto desejavam Mandar um anjo prá cá O Chico se ofereceu: - Por favor, deixe que eu vá!
Os prepostos do Senhor Sorriram de tanta inocência Aquele anjo não sabia Que aqui manda a demência
Aos 4 anos, o infante Vê a mãezinha partir Separado dos irmãos A madrinha tem que seguir
A nova mãe lhe reserva Maus tratos e humilhação Até lamber a ferida Do filho do coração.
A mãezinha lá do céu Vem lhe traz seu conforto Relembra-lhe as orações De Jesus, ao pé do Horto.
Por um tempo bem pequeno Nova mãezinha, ele tem Reunido a seus irmãos Vivem com pouco vintém.
Mas, a missão desse Anjo É lutar e demonstrar A nova mãe desencarna Lhe toca a prole criar
Os sacrifícios são muitos E ele tão pequenininho Trabalha feito um mouro Prá criar os irmãozinhos.
Em meio a tanta labuta, Responsabilidade, percalço Há um monte de fantasmas
O Chico é considerado Esquizofrênica, doente Carrega pedra na cabeça Prá deixar de ser demente.
Mas o Anjo do Senhor Reencarnou prá servir De dia, pede prá trabalhar De noite, trabalha prá quem pedir.
De suas mãos abençoadas Temos lições e consolo Acalma-se nossa tormenta Com suas palavras de apoio.
Os seus atos de amor inspiram E criam Luz A todos vive a dizer: “Sê servidor de Jesus!”
Agora são quase nove décadas Haja sempre o que houver É só Alto chamar Vem, o Chico Xavier. Folha Espírita - Agosto de 2000 |