Vitória\ES

 

Chico Amor Xavier
Com carinho
Virgínia Lúcia de O Fausto

Lá do Alto desejavam

Mandar um anjo prá cá

O Chico se ofereceu:

- Por favor, deixe que eu vá!

Os prepostos do Senhor

Sorriram de tanta inocência

Aquele anjo não sabia

Que aqui manda a demência

Aos 4 anos, o infante

Vê a mãezinha partir

Separado dos irmãos

A madrinha tem que seguir

A nova mãe lhe reserva

Maus tratos e humilhação

Até lamber a ferida

Do filho do coração.

A mãezinha lá do céu

Vem lhe traz seu conforto

Relembra-lhe as orações

De Jesus, ao pé do Horto.

Por um tempo bem pequeno

Nova mãezinha, ele tem

Reunido a seus irmãos

Vivem com pouco vintém.

Mas, a missão desse Anjo

É lutar e demonstrar

A nova mãe desencarna

Lhe toca a prole criar

Os sacrifícios são muitos

E ele tão pequenininho

Trabalha feito um mouro

Prá criar os irmãozinhos.

Em meio a tanta labuta,

Responsabilidade, percalço

Há um monte de fantasmas
a seguirem seu encalço.

O Chico é considerado

Esquizofrênica, doente

Carrega pedra na cabeça

Prá deixar de ser demente.

Mas o Anjo do Senhor

Reencarnou prá servir

De dia, pede prá trabalhar

De noite, trabalha prá quem pedir.

De suas mãos abençoadas

Temos lições e consolo

Acalma-se nossa tormenta

Com suas palavras de apoio.

Os seus atos de amor inspiram

E criam Luz

A todos vive a dizer:

“Sê servidor de Jesus!”

Agora são quase nove décadas

Haja sempre o que houver

É só Alto chamar

Vem, o Chico Xavier.

Folha Espírita - Agosto de 2000

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