Festa
de Amor
Maria Dolores
Enquanto o mundo, lá fora,
Suporta rude tormenta,
Sob a discórdia violenta
Que sombra e angústia descerra,
Neste pouso de esperança,
Artistas e benfeitores
Espalham bênçãos e flores
Que afastem a dor da Terra.
Tantos convites à paz,
Que a fé reúne a condensa,
Para que a paz brilhe e vença,
Reconforta-nos ouvir..:
Notando a vossa bondade,
Em que me inspiro e comovo,
Sentimos Jesus, de novo,
No presente e no porvir.
Soubestes ler a mensagem
Da natureza divina
O Sol jamais raciocina
Para dar luz e calor;
A fonte serve sem paga,
O ar é uni brinde opulento
Que verte do firmamento
Em oceanos de amor.
As árvores generosas
Tanto aos homens quanto aos brutos,
Entregam seus próprios frutos,
Diferentes, tais quais são;
Os pássaros, onde surgem,
Usando requintes de arte,
Exaltam, em toda parte,
A força da Criação.
Também vós no, excelso câmbio
Do Bem que traz a alegria,
Que, sobretudo, alivia
Tentos país e tantas mães,
Guardais convosco os prodígios,
Na química do talento,
Que amparam o sofrimento,
Trocando rosas por pães!...
Acendestes com bondade,
No fulgor da Inteligência,
A luz da beneficência,
Corações amados meus!...
A vossa festa de auxílio,
Tão-só por si nos revela
Que a vida é sempre mais bela,
Buscando a Benção de Deus.
(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier,
em reunião pública do Festival de Beneficência,
realizado salão de testas do Clube Pinheiros, em São Pauto,
na noite de 30 - Agosto - 81.)
Folha Espírita – Outubro de 1981