Vitória\ES

 

Está na Hora de Aprender

Carmem Paiva de Barros

A humanidade ainda não entendeu o apelo divino recomendado por Jesus há dois mil anos: “amai-vos uns aos outros...”.

Enquanto são erguidos templos suntuosos em homenagem a Deus, milhões de pessoas em todo o mundo padecem as agruras da fome e da miséria absoluta.

A minoria socialmente privilegiada dos países ricos parece não entender que o maior tributo ao Criador está na caridade e na solidariedade que restabelece os vínculos da fraternidade, refazendo sonhos e esperança da maioria excluída.

As religiões cristãs no mundo ocidental têm suas bases no poder material. Ricos e poderosos são perdoados e bajulados em troca de contribuições vultuosas.

Na partilha desses bens surgem escândalos que agridem a boa fé e enojam a sociedade, que ainda se refugia na desesperançada crença do materialismo.

Nós, espíritas cristãos dos tempos modernos, não podemos repetir velhos erros da invigilância religiosa.

A Doutrina Espírita se fundamenta na fé raciocinada. E não existe fé raciocinada incoerente com os princípios doutrinários que sempre nos ensinou Jesus.

Pregar uma conduta sem vivê-la não é só um ato de hipocrisia.

Essa negligência pessoal pode gerar um enorme compromisso carmico numa vida futura, onde o infrator só terá direito a agradecer a dor e o sofrimento que a Justiça Divina lhe reservou como prova ou expiação no mundo dos homens.

Nossa correspondente na Paraíba

Jornal Espírita Nova Luz – Março/Abril de 2000

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