Vitória\ES
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| De: Cristiano de Almeida [cristian@uai.com.br]
CARIDADE TRANSFERIDA
Ninguém objeta quanto à qualidade dos elevados propósitos. Não se faz qualquer restrição à nobreza de tais sentimentos. A caridade é sempre uma luz acesa vencendo trevas. Por isso mesmo não é lícito eximir-se alguém de clarificar-se com a luminescência que dela emana. Quem conduz uma luz beneficia-se primeiro. * Generaliza-se uma prática que, embora edificante, tem assumido um caráter passadista. Pessoas generosas, que desejam auxiliar, sempre se eximem de fazê-lo, justificando-se falta de tempo, de saúde, poucas possibilidades econômicas... E encaminham os necessitados que lhe buscam o concurso a outras que lhes parecem bem aquinhoadas, valorosas, sem problemas...Mas que os têm, igualmente, só que se não queixam, fomentando o comércio do desânimo e da insensatez. São criaturas bem formadas, sem dúvida, as que assim procedem, no entanto, se recusam a alegria de servir, a bênção de socorrer, a felicidade de amar. Claro que ante à impossibilidade real de fazer-se o bem, a atitude encaminhar o aflito a uma fonte abençoada é correta. Não, porém, como um hábito constante, transferindo-se a caridade de domicílio e de mãos... * Quando alguém te chegar em sofrimento, sempre poderás auxiliar, se o quiseres. Não mensurando tempo nem examinando valores, deves repartir dádivas e repartir-te no ministério da caridade com Jesus. Caridade transferida ¾ socorro tardio. * Conhecendo alguém que se afadiga no labor santificante da caridade, corre em seu auxílio, ao invés de o sobrecarregares com novas incumbências e maior soma de responsabilidades. Detendo-te a meditar na “Parábola do Bom Samaritano”, compreenderás a necessidade de fazeres, tu mesmo, a caridade. Não mandes outrem realizá-la em teu lugar. Não postergues o teu momento de felicidade. Jesus jamais se poupava, transferindo labores. Inclusive na cruz, quando solicitado pelo atormentado bandido, que Lhe rogava ajuda, distendeu-lhe a mão generosa da esperança, em nome da excelsa caridade de Nosso Pai. (De “Oferenda”, de Divaldo P. Franco –
Joanna de Ângelis) |