Vitória\ES
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| Confiança
em Deus
Em qualquer circunstância mantém tua confiança em Deus, que rege o Universo e guarda tua vida. Nunca te revoltes, seja qual for o problema que te surpreenda. Fora do teu sofrimento sofrem também outros filhas de Deus sob estigmas de aflições que desconheces. Normalmente relacionas as provações que te alcançam e derrapas em regime de rebeldia caindo nos alçapões das inconsequências de vária ordem. Deixaste intoxicar pelos vapores da felônia e afastas-te da diretriz do bem, fugindo para lugar algum onde sofres mais por desespero injustificável do que pela intensidade do padecer que te atinge. No entanto, eles estão ao teu lado, os irmãos do carreiro da agonia. Disputam casebres miseráveis pendurados em morros onde fermentam ódios ou aglutinados em declives e baixas infectas onde dominam sombras, acondicionando retalhos de velhas latas e tábuas imundas, que transformam em lar e ali se rebolcam em inenarrável desesperação. Dormem sob as pontes das estradas ou nas calçadas idas vielas sombrias em espaços exíguos à mercê do abandono. Espiam por olhos que se apagaram e não têm possibilidade de ver, marchando em densas trevas. Agitam-se em corpos mutilados e anseiam alucinadamente por conseguir andar, abraçar, mover-se em alguma direção. Perderam a razão, um sem número deles, e correm pelos dédalos da loucura indimensional, sob pesadelos horrendos, em que seguem até à idiotia. Experimentam fome contínua e sentem a constrição da máquina orgânica, desajustada ao império das necessidades que se sucedem. Têm o espírito dilacerado por diagnósticos de enfermidades que sabem irreversíveis e piorando-lhes a situação, não estão preparados para a desencarnação. Aguardam notícias funestas que os alcançarão logo mais e expungem as agonias sem nome sorvendo o veneno da amargura revoltados sem lograrem a extinção do sofrer...
Faze um giro além das fronteiras do “eu” enfermiço e tristonho a que te recolhes. Abre os olhos e espia na direção da Terra perto e longe de ti. Há poemas de beleza na paisagem em testa e tragédias nos bastidores dos corações em comunhão com as torpezas morais em agitação. Pensarás, então, que o homem e somente ele é infeliz numa esfera de luz e cores como a da Natureza. Em verdade ainda é a Terra a abençoada escola da redenção. Contrastando com as necessidades de cada aluno, ela se mantém festiva para ensejar uma visão panorâmica convidativa para o bem e para a ação integral que facultam a superação das dificuldades. Todos aqueles calcetas que lhe desconsideraram as classes ontem, ora retornam para refazer e aprender fixando em definitivo as lições superiores de amor e vida que desprezaram. . .
Após examinares todas as circunstâncias provacionais do caminho da evolução, bendirás o que tens no corpo e na alma, utilizando-te com meridiana sabedoria os dons Incomparáveis de que te encontras investido, elaborando condições novas interiormente, para superar os óbices naturais e agradecer as excessivas concessões que fruis e das quais inapelavelmente prestarás contas mais tarde ao Excelso Administrador, como já lhes sofrem os resultado, estes que ora resgatam mais em regime carcerário, mas que aguardam a dádiva do teu auxílio para diminuir-lhes as aflições superlativas. Tem, pois, confiança em Deus, alma irmã' Ama e agradece o quinhão de dor que te chega para o próprio aprimoramento espiritual e prossegue sereno ajudando aqueles outros espíritos igualmente ou mais atribulados que tu mesmo^, a seguirem pela reta abençoada da reencarnação. Joanna de Ângelis
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