Vitória\ES

 

Finança

Emmanuel

Justo prevenir-nos contra os arrastamentos a que o ouro em excesso é capaz de induzirmos; no entanto, urge considerar que não nos é lícito atribuir ao dinheiro as calami­dades de ordem moral tão-somente debitáveis aos desequilíbrios com que, tantas vezes, o manejamos na – Terra.

Pensa na finança maior ou menor que te veio ás mãos, ainda hoje. Provavelmente, haverá saido das sombras de um cofre longamente trancado em frie­za e sovinice. Entretanto, podes orientá-la para a luz da beneficência, a fim de que assegure a supressão da necessidade de um companheiro em penúria.

E’ possível tenha chegado de alguma estância empenhada na perturbação e na delin­quência. Mas dispões do privilégio de guiá-la no socorro ao enfêrmo desamparado.

Talvez proceda de lugar menos, feliz, onde a ignorância haja perpetrado furtos e agressões. Todavia, guardas a faculdade de fazê-la servir a beneficio de quantos precisem de esclarecimento ou de escola.

Em muitos casos, veio de regiões em que desperdício e vaidade predominem. Consegui­rás, porém, sem dificuldade, engajá-la em tarefas respeitáveis ou poupança construtiva.

Finança disponível em teu campo de ação pode erigir-se em calor humano, apoio fraterno, demonstração de simpatia, sustentáculo de serviço, esteio da educaçao ou socor­ro libertador dos quais nenhum de nós prescinde.

Em suma, dinheiro que te acompanhe com presença pacífica, sob o endôsso da cons­ciência tranquila, é sempre um servo fiel e mudo.

Abre-lhe os caminhos da compreensão e da bondade e Ele poderá contigo e por ti elevar e redimir, servir e abençoar.

<Página recebida pelo medium Francisco Cândido Xavier>

Revista: Reformador, número 1, Janeiro 1972

Transcrição: Jacqueline Fernandes

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