| Vitória\ES
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Divaldo Franco Em Nova Zelândia
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O Espiritismo espargindo luz pela Terra “O estudo ilumina,
a fé fortalece, mas só a ação é capaz
de construir”. |
Por razões que costumamos atribuir ao acaso, alguns jovens espíritas brasileiros que vivem em Auckland, cidade com 1,5 milhões de habitantes (conhecida como a cidade dos veleiros), da Nova Zelândia, país integrante do reino unido e que fica do outro lado do mundo – na Oceania –, decidiram criar um grupo de estudos espíritas.
A idéia se concretizou no primeiro semestre de 2005, quando Divaldo Franco (nominado por Suely Caldas Schubert de O Semeador de Estrelas) que, desde alguns anos realiza conferências na Austrália, aceitou o convite para, em sua passagem rumo à capital australiana proferir uma conferência com o tema “Do estresse e depressão para a consciência espiritual”, a qual se realizou em 13 de Julho de 2005, no Jubilee Building, na Parnell Rood em Auckland, com um público de quase cem pessoas.
A movimentação em torno do evento, sob a coordenação de Silas Granato Villas-Boas, Maysa Fernandes e Vanessa Soares, fez o grupo se fortalecer, atraindo outros jovens, inclusive nossos filhos Mani e Alcíone Fagundes que moram naquela cidade há vários anos. Do esforço conjunto fez-se a união para o implementação da organização do programa, da qual resultou o êxito da palestra.
Relatam os jovens que a convivência com Divaldo Franco durante dois dias foi muito proveitosa, não só em termos doutrinários como pessoal, porquanto as seguras orientações do notável orador foram no sentido do fortalecimento do grupo, inclusive, sugerindo o nome do mestre Allan Kardec para designá-lo e que os estudos fossem desenvolvidos em inglês, já que é o idioma oficial daquele país. E assim fizeram.
Nesse mês – agosto de 2006 – o jovem Roberto Drummond Nascimento, (que é natural de Vila Velha–ES e está visitando seus pais, mas vive em Auckland há três anos), é um dos integrantes do referido grupo de estudos espíritas, sendo atualmente um dos seus dirigentes, juntamente com Márcia e Mani, tendo a colaboração de Vanessa, Eduardo, Alcíone, Cristiano, Luciana, Trish Apperson, Leanne, Roseleine, Janaina, Marcela, Anossis Cândido, entre outros... Ante tal circunstância, narramos esses fatos para Francisco Mamed, responsável pelo site Espiritismo Capixaba que, de pronto, se dispôs a entrevistar o Roberto, convidando-nos a fazer este prefácio.
Ora, a prática essencial e meta fundamental do ensino
espírita são a melhora da humanidade (a nível coletivo)
e a formação do homem de bem (no individual). Ações
como as desses jovens são louváveis, a merecerem apoio e incentivo.
Se Emmanuel – espírito, pelas mãos abençoadas do
médium Francisco Cândido Xavier, nos ensina que a maior caridade
que podemos fazer à doutrina dos espíritos é a sua divulgação;
... se o espírito Vianna de Carvalho, pela psicografia de Divaldo Franco,
nos diz que a melhor maneira de divulgar as idéias que defendemos é
vivê-las integralmente e se os Bons Espíritos são unânimes
em afirmar que o meio poderoso e eficaz de divulgar a Doutrina Espírita
é o exemplo, não há porque duvidar que esse grupo constitui
mais um foco luminoso e certamente fará brilhar a luz do Consolador
prometido por Jesus lá do outro lado da Terra, pois que, ainda segundo
Emmanuel o Espiritismo representa para a Humanidade um Movimento Libertador
de consciências e corações.
O momento é oportuno, pois diante dos flagelos sociais hodiernos, ousamos dizer que sem a luz radiante do ensinamento dos princípios fundamentais exarados pelo Espiritismo, especialmente o da Pluralidade das Existências (a reencarnação), impossível seria acreditar na Misericórdia Divina, ante a violência, a miséria e o sofrimento que grassam em escala jamais vista no Planeta, sob o olhar pétreo e impotente da sociedade e a ineficácia das ações dos governantes.
A propósito, o surgimento do Grupo Allan Kardec é, sob todos os aspectos, muito positivo, mormente quando o Espiritismo adentra o seu terceiro período. Sim, porque segundo nos exorta o abnegado espírito Bezerra de Menezes na mensagem Atitude de Amor inserida em o livro Seara Bendita da editora Dufaux, psicografado por Maria José da Costa de Oliveira e Wanderley Soares de Oliveira, a partir do limiar do terceiro milênio vivemos a Maioridade das idéias espíritas. Onde o amor e a educação devem constituir as bases prioritárias das nossas movimentações, para tanto ele nos apresenta seu Programa de Bezerra de Menezes pelos Valores Humanos no Centro Espírita, o qual está sendo desenvolvido pelo espírito Ermance Dufaux.
Bezerra, ao apontar a educação como a solução para o nosso crescimento pleno, afirma: “Saber viver e conviver serão as metas primaciais desse programa no desenvolvimento de habilidades e competências do espírito”. E questiona lúcido: “O que faremos para aprender a arte de amar?, Como desenvolver afeto em grupo?”. Aduz ainda que as práticas doutrinárias são recursos didáticos para o aprendizado do amor – finalidade maior de nossa causa. Na falta do amor, as práticas perdem seu sentido divino e primordial. Para tanto indica o Debate, a Convivência e a Parceria. Sendo o tempo pois, do sentimento, da interiorização e vivência das idéias espíritas.
É certo que os maiores desafios começam agora para esses jovens, entretanto, o grupo dispõe do paradigma doutrinário, o lema: Fora da Caridade não há salvação e como diretriz de conduta a Reforma íntima ou moral como bases seguras e infalíveis, que poderão aplicar no desenvolvimento das suas atividades, evidenciando o que diz a irmã Scheilla na frase em destaque, a nos indicar que o Estudo conduz à iluminação, a Fé ao fortalecimento, mas só a Ação no Bem constitui o plus que faz a diferença. Pela coragem de acenderem uma chama em posto tão avançado parabenizamos todos eles!
Com votos de paz e alegria. M. Fagundes Santos.
Vila Velha/Espírito Santo/Brasil, Agosto de 2006.
Entrevista:
Espiritismo Capixaba: Quando foi fundado o Grupo?
Roberto Nascimento: Foi fundado em Julho de 2005 com a vinda de Divaldo Franco em Nova Zelândia. Eduardo da Cidade de Curitiba, foi a pessoa que deu inicio às reuniões em sua Casa.
Espiritismo Capixaba: Nos fale sobre a visita de Divaldo Franco em Nova Zelândia?
Roberto Nascimento: Divaldo Franco esteve de passagem em Nova Zelândia, o destino dele era a Austrália, no momento que ele chegou em Nova Zelândia ele encontrou com Eduardo que reuniu um grupo de pessoas, vários amigos, e apartir de uma palestra com Divaldo Franco surgiu a idéia de que fosse formado um grupo, inclusive com orientação Mediunica e, Eduardo com a experiência que já tinha como Dirigente Espírita em curitiba iniciou o Grupo de Estudo. Apartir daí surgiu as reuiniões de estudo na casa de Eduardo e posteriormente no Centro Comunitário, onde se encontra até hoje.
Espiritismo Capixaba: Qual a participação dos Brasileiros no Grupo?
Roberto Nascimento: A maioria das pessoas são Brasileiros, porêm as reuniões são feitas na lingua Inglêsa, com o objetivo de respeitar o idoma do Pais e atendendo a orientação de Divaldo Franco. Entre as pessoas que frequentam às reuniões tem uma americana e um russo, como o Inglês é o idioma oficial fica mais facil todos entenderem e para os Brasileiros é uma maneira de praticar o idioma.
Espiritismo Capixaba: Qual o Objetivo do Grupo?
Roberto Nascimento: O Objetico é fortalecer o Grupo e aprtir deste momento vamos estar divulgando a Doutrina Espírita e atingindo o desenvolvimento para a Doutrinação e a Mediunidade. Outro objetivo do Grupo é crescer e divulgar a Doutrina Espírita no Pais. Em Nova Zelândia as Religiões existem mas, as pessoas não são religiosas. O Espiritismo é algo totalmente novo para eles que apesar de não ser religiosos, eles são muito abertos para aprender.
Espiritismo Capixaba: Como esta a aceitação da Divulgação da Doutrina Espírita em Nova Zelândia?
Roberto Nascimento: Como eu disse anteriormente, as pessoas são abertas, os Brasileiros que chegam lá, chegam muito contentes, primeiro porque dizem: "Nossa! eu não sabia que isto existia, um Grupo Espírita em Nova Zelândia" então, nós percebemos a alegria das pessoas que encontram o grupo, que tem acesso ao grupo, e nós sabemos que tudo acontece no momento certo. A aceitação tem sido muito boa a ultima reunião que participei antes de vir para o Brasil tinha 18 pessoas. Nós temos reuniões mensais fora deste grupo para que possamos discutir o desenvolvimento do grupo. Vanessa e Cristiano são pessoas que sempre estão envolvidas no grupo e tem sempre contato com Eduardo que não está lá em Nova Zelândia, mas que daqui do Brasil passa sempre muitas idéias e a cada dia nós estamos aprimorando e crescendo o grupo.
Espiritismo Capixaba: Como você Iniciou na Doutrina Espírita?
Roberto Nascimento: Cerca de seis anos atrás, eu trabalhava com uma pessoa "A Andressa" que me convidava para as reuniões em Vitória, um belo dia eu fui, me identifiquei de imediato porque era isso que a muito tempo eu procurava, nasci católico, porêm nunca fui praticante. Apartir dai comecei a frequentar as reuniões e eu convidei minha mãe e minha irmã e eleas posteriormente estiveram um contato com a Doutrina Espírita e hoje estão firmes na Doutrina. Meu primeiro Contato foi com "Marilia e posteriormente com José Antonio" na Casa do Caminho. Comecei a frequentar as reuniões de desenvolvimento Mediunico e reuniões de atendimento fraterno e posteriormente reuniões de cura. A Casa do Caminho foi para mim um lugar onde eu mais me identifiquei com a Doutrina Espírita.
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