O Espiritismo na Palavra de:

 

Giselda Avevedo Rodrigues é da CEC - Casa Espírita Cristã (Em Vila Velha) Primeira Secretária, Palestrante, Esclarecedora, Integrante do “Coral Irmã Cecília” entre outras muitas atividades...
As Leis Evolutivas

Inseridas na Lei Divina ou Natural, acham-se inúmeras outras leis menores, mas não menos importantes que regem o universo e, por extensão, a todos os seres que nele habitam. Busquemos estudá-las à luz dos conhecimentos espíritas, trazendo-as para os limites do globo terrestre por se constituir no contexto onde vivemos e lutamos.
A Lei Divina, em sua perfeição e harmonia, possui mecanismos que são acionados, naturalmente, na educação dos seres rebeldes que não conseguem vencer seus vícios milenares para libertar-se das amarras que os prendem às paixões e gozos terrestres e que agem como imã de atração poderosa e irresistível.
Em oposição a essa força negativa que acorrenta o ser ao solo das sensações físicas e degradantes, das quais não conseguirá libertar-se, sozinho, se por si só não acionar o poder da “vontade”, a Lei utiliza-se de inúmeras prerrogativas a fim de atrair a criatura para posição oposta. O pólo positivo deste imã, que age dentro da Lei de Atração, possui o poder de quebrar as grades da prisão que ele, inconscientemente, impôs a si mesmo. Objetivando despertá-lo, é acionado esse imã divino, aqui conhecido como Lei do Determinismo cujo objetivo é impulsionar/atrair os seres em sua caminhada rumo à Luz e à Verdade. E é, então, nesta etapa, aplicado o último recurso da Lei Divina capaz de despertá-lo para que ele inicie seu processo de transformação: a Dor, inserida na Lei de Causa e Efeito.
A partir da consciência de sua existência e da ação e reação que a influenciam, determinando seu destino de colheitas férteis ou improdutivas, o ser imortal passa a seguir outro caminho, rumo à porta estreita que o conduzirá ao término dos sofrimentos e, conseqüentemente, à felicidade que tanto almeja.
O sofrimento, em forma de expiações e resgates, não pode, entretanto, ser escolhido, voluntariamente, se não houver transformações morais envolvidas na ação. Um sofrimento escolhido como “auto-punição” só terá valor se servir de exemplo para outrem e conseguir transformar outras criaturas para melhor. Sofrer, gratuitamente, culminando com esse ato na destruição do corpo físico, que se constitui em instrumento sublime de crescimento, será considerado um ato de rebeldia contra as Leis Cármicas, porquanto tais criaturas retornarão ao plano invisível como suicidas.
O Espiritismo veio desvendar para a humanidade essas leis que sempre existiram e que, no entanto, foram compreendidas apenas por algumas poucas criaturas que já traziam de outras existências o germe desses conhecimentos e que vieram à face da Terra, como missionários, no papel de filósofos, religiosos, pesquisadores e outros, a fim de abrirem, para nós, as portas da iluminação através da qual, em determinada época da história humana, nós já estaríamos aptos a adentrar.
Após séculos de perseguições e lutas fratricidas, onde o foco central dessa luz, que se constituiu no Evangelho de Jesus, foi inteiramente desviado e abafado pelas hostes contrárias que ? utilizando como palco de suas ações macabras, a própria religião que deveria ligar os homens a Deus ? arduamente se empenharam para vedar seus raios iluminadores e confortadores, ingressou nos fluidos escuros do planeta, o intrépido e iluminado espírito de Allan Kardec cujo excelente trabalho de codificação da Doutrina Espírita permitiu fosse, finalmente, erguido o véu do obscurantismo facultando, a todos, o conhecimento da Verdade.
Conhecedores das Leis que regem nossas existências milenares, devemos nos empenhar para nos desgarrar das teias pegajosas que nos atam a nosso pretérito de quedas e erros. Essas leis atuam em nós, respondendo às nossas ações no Bem ou no mal. Somente por opção ou falta de vontade, iremos repetir os mesmos erros, uma vez que não teremos desculpas para nossa permanência nos mesmos trilhos que nos afastaram do caminho reto que conduz a Jesus e que nos causaram, nos causam e nos causarão danos difíceis de serem reparados. Esses estragos que fizemos em nossos espíritos atuarão como uma das modalidades da Lei de Destruição que funcionará como purificadora e renovadora, uma vez que, conforme nos ensina O Livro dos Espíritos, é necessária a destruição para que tudo renasça renovado e aperfeiçoado.
Nossa única opção é o Evangelho de Jesus que deverá nortear nossos passos e a nossa ponte para adentrarmos no reino de amor e luz, que começa dentro de nós, é o próximo. Sem a prática da caridade, não seremos salvos, como assevera Kardec.
A fé, raciocinada, que faculta o conhecimento do destino humano, é o meio de nos ligarmos ao Criador. Ela tem como instrumento a prece constante, profunda e confiante, diante das dificuldades ou das alegrias, prece que nos eleva as vibrações sintonizando nosso ser espiritual com as mentes, mais puras do que a nossa, dos mentores e trabalhadores da espiritualidade que em nome do Mestre estão, constantemente, a nos intuir para nossas realizações no Bem.
Quando as adversidades baterem à nossa porta, quando as desilusões e a mágoa atingirem nossos espíritos, quando o sofrimento nos alcançar e nossas esperanças nos baquearem, busquemos no “trabalho constante a força permanente” para prosseguir a marcha ascensional, tão árdua, mas que nos trará a paz buscada. E caso, nossas forças físicas não permitirem a ação direta renovadora junto ao próximo, utilizemos o recurso consolador da prece que nos trará imediato alívio e renovada coragem para prosseguir.
Em qualquer situação, quando que as tempestades do mundo levarem nosso barco para o mar alto e o cercarem das altas ondas dos obstáculos, não nos desesperemos, vigiemos, oremos e confiemos porquanto não devemos, jamais, nos esquecer de que Jesus está no leme!


Giselda Azevedo Rodrigues

Este Espaço Está Esperando Por Você. Envie-nos o Seu Trabalho...